3.5 Diferenças na remuneração

No ano de 2017, a remuneração mensal média dos mestres com emprego formal no Brasil foi de R$ 10.878,00. As remunerações médias prevalentes em cada uma das regiões brasileiras eram significativamente diferentes da média nacional, com exceção da média da Região Sudeste, que foi muito próxima da nacional (R$ 11.026,00) (gráfico 3.7). A Região Centro-Oeste apresentou média de remuneração 25% superior à média nacional. Tal diferença foi devida essencialmente ao fato de a remuneração no Distrito Federal ter sido 52% superior à média nacional. Na posição oposta aparece a Região Sul onde a remuneração média mensal dos mestres era 10% inferior à média nacional.

A remuneração mensal média dos doutores com emprego formal no Brasil no ano de 2017 foi de R$ 16.075,00, valor 48% superior ao dos mestres (Gráficos 3.7). A dispersão das remunerações médias mensais de doutores foi menor entre as Regiões, quando comparada à dos mestres. Enquanto no caso dos mestres as remunerações variaram entre 25% a mais e 10% a menos que a média nacional, no caso dos doutores, tal variação ocorreu entre 16% a mais e 5% a menos. A Região Centro-Oeste, como no caso dos mestres, foi aquela que apresentou a mais elevada remuneração mensal média. Diferentemente daquilo que ocorreu no caso dos mestres, a Região Sudeste foi a que apresentou a menor remuneração mensal média dos doutores.

Remuneração mensal média por Região, 2017 (R$ correntes)

No ano de 2017, apenas em 9 unidades da Federação as remunerações mensais médias dos mestres se afastavam mais de 10% da média nacional (gráfico 3.8). As remunerações médias nas outras 18 unidades da Federação ficavam, obviamente, em valores contidos na faixa de 10% acima ou abaixo da média nacional.

As unidades da Federação que apresentavam as remunerações de mestres mais afastadas da média nacional foram o Distrito Federal, com remuneração 52% superior, como informado anteriormente, e o Amapá onde a remuneração era 29% inferior.

No ano de 2017, as remunerações mensais médias dos doutores se afastavam mais de 10% da média nacional em 8 unidades da Federação (gráfico 3.8). As remunerações médias nas outras 19 unidades da Federação foram de montantes contidos na faixa de 10% acima ou abaixo da média nacional.

As unidades da Federação que apresentavam as remunerações mensais médias de doutores mais afastadas da média nacional foram, por um lado, Mato Grosso, onde a remuneração foi 27% superior à média nacional, e, por outro, São Paulo, onde a remuneração foi 14% inferior.

Remuneração mensal média por unidade da Federação, 2017 (R$ correntes)